Atrás apenas de potências nórdicas como Noruega, Finlândia e Dinamarca, o país se posicionou à frente de gigantes europeus como Holanda, Reino Unido e Alemanha. A classificação dividiu os destinos em níveis que refletem o real avanço de cada nação em infraestrutura sustentável.
Um dos pilares do sucesso português foi o salto de 250% nas reservas de veículos elétricos e híbridos em relação ao ano anterior. Esse foi o maior crescimento registrado entre todos os países analisados, impulsionado pela busca por viagens de carro muito mais limpas.
O território luso tornou-se altamente prático para a eletromobilidade, somando 14,9 pontos de carregamento por cada 100 quilômetros de estrada. Além disso, os custos de recarga estão entre os mais baixos do continente europeu, com média de 3,18 euros a cada 100 quilômetros percorridos.
A reconhecida geografia do país favorece o turismo sustentável sobre rodas, destacando-se rotas cénicas envoltas por vinhedos e paisagens protegidas em curtas distâncias. O percurso entre Porto e Pinhão, no Douro, e a ligação internacional até Bilbau ilustram esse cenário ideal para viajantes.
Fora das estradas, o slow-tourism e a hotelaria ecológica moldam o setor com projetos de baixo impacto, como o Cocoon Lodges no Alentejo. Nas ilhas, a ilha de São Miguel, nos Açores, consolida o pioneirismo como o primeiro destino insular sustentável certificado do mundo.
Por fim, o turismo pedestre reforça a preservação ambiental através de caminhos icônicos ao longo do território. Rotas de longa distância, como a Rota Vicentina no sudoeste e o Trilho dos Sete Vales Suspensos no Algarve, conectam viajantes diretamente à natureza protegida.