Turismo de Portugal investe um milhão de euros para criar rede nacional de refúgios contra o calor

Grafismo de divulgação da rede Stay Cool do Turismo de Portugal. À esquerda, as palavras Stay Cool, rede nacional de refúgios contra o calor e investimento de 1 milhão de euros. À direita, placa indicativa de Refúgio Climático Aqui na parede exterior de um edifício. No interior visível, ar condicionado e zona de estar fresca.
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Portugal (redação) – O Turismo de Portugal lançou oficialmente um programa de financiamento dotado de um milhão de euros para apoiar a criação e a qualificação de refúgios climáticos em todo o território nacional. A iniciativa concretiza-se através da nova rede nacional de abrigos designada “Stay Cool” e visa proteger residentes e turistas durante os períodos de calor extremo.

De acordo com o despacho publicado em Diário da República, o investimento destina-se a financiar intervenções promovidas por câmaras municipais e juntas de freguesia, promovendo locais seguros e com conforto térmico adequado.

Regras de funcionamento e requisitos obrigatórios

Para integrarem a rede “Stay Cool”, os espaços elegíveis terão de cumprir um conjunto de exigências operacionais e de infraestrutura. O acesso deve ser totalmente gratuito, garantindo o acolhimento da população nos momentos de maior vulnerabilidade térmica.

  • Horário de abertura: Funcionamento obrigatório entre as 11h e as 17h nos dias de calor mais intenso, com obrigatoriedade de alargamento do horário em situações de alerta ou de onda de calor extrema.
  • Equipamentos essenciais: Disponibilização de água potável e lotação com lugares sentados adequados à capacidade instalada.
  • Espaços interiores: Garantia de temperatura controlada entre os 20 °C e os 27 °C, recorrendo a sistemas de ventilação ou climatização.
  • Espaços exteriores: Presença de zonas de sombra (naturais ou artificiais) e elementos de arrefecimento, tais como vegetação densa, jogos de água, piscinas ou proximidade a planos de água.
  • Diversidade de locais: Os centros comerciais também vão funcionar como refúgios climáticos para acolher residentes e visitantes.
Infografia do programa Stay Cool detalhando as regras para refúgios climáticos. O painel superior apresenta cinco ícones representando os requisitos: horário de funcionamento com calendário e sol; disponibilidade de água potável com garrafão e copos; conforto térmico com ar condicionado e temperatura entre vinte e vinte e sete graus; espaços exteriores com árvores, sombras e água; e localização em centros comerciais. O painel inferior mostra exemplos visuais de um refúgio Stay Cool num edifício e numa zona de lazer exterior com fonte e sombras.

Condições de financiamento e despesas elegíveis

O apoio financeiro do programa assume a natureza de incentivo não reembolsável. O financiamento pode cobrir até 80% dos encargos elegíveis, estando fixado um teto máximo de 75 mil euros por cada candidatura submetida.

CategoriaDetalhes e Exigências
BeneficiáriosCâmaras municipais e juntas de freguesia (candidaturas individuais ou em conjunto).
Teto FinanceiroAté 80% de apoio não reembolsável, limitado a 75 mil euros por projeto.
Despesas ElegíveisClimatização, isolamento térmico, criação de sombras, pontos de água potável, sistemas de arrefecimento, sinalética e painéis informativos da rede “Stay Cool”.
Despesas ExcluídasObras fora do espaço do refúgio, ampliações estruturais de edifícios, compra de viaturas, equipamentos administrativos e custos de funcionamento.

Prazos e submissão de candidaturas

Os projetos apresentados devem destinar-se à criação ou adaptação de estruturas que integrem — ou se comprometam a integrar — a rede “Stay Cool”. As intervenções não podem ter tido início antes da entrega do processo e têm de respeitar uma calendarização rigorosa:

  1. Início dos trabalhos: A execução deve arrancar no prazo máximo de oito meses após a assinatura da contratualização. Este período pode ser prorrogado uma única vez, até ao limite de seis meses, mediante fundamentação aceite pelo Turismo de Portugal.
  2. Duração máxima: Os projetos têm de estar concluídos no prazo de 12 meses.

As candidaturas encontram-se abertas a partir da data de publicação do aviso oficial, podendo os municípios e freguesias formalizar o processo através do formulário eletrónico disponível no portal do Turismo de Portugal.

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